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Evolução dos Números Romanos
 
Sistema romano-romano

De provável origem etrusca (povos antecedentes dos romanos), o sistema romano-romano inverteu o sentido da escrita dos algarismos de “da esquerda para a direita” para “ da direita para a esquerda”, tendo como base o 5 e o 10 como método para a combinação de unidades, dezenas, centenas, milhares, dezena de milhares e centena de milhares.

Entretanto, opostos à parte mais aristocrata da população, o povo romano, por não ter nenhuma instrução, prefere usar os símbolos por serem mais fáceis de desenhar ou rabiscar. Como consequência disso, surge uma enorme variedade na forma dos algarismos e nas regras de sua escrita.

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Relíquias como a Columna Rostrata (antigo monumento romano) são raramente encontradas. Mas, apesar disso ser consequência das invasões bárbaras e do latim ser usado apenas em Roma nos tempos da República, pois o restante dos domínios adotava dialetos antigos como o etrusco, percebe-se o aumento do poder romano e da quantidade de registros epigráficos. Alguns deles encontram-se em lápides de sepulturas, inscrições de números na identificação de edifícios residenciais ou públicos, etiquetas e etc.

O Corpus Inscriptionum Latinarum, vasta coleção com mais de 40.000 inscrições registradas por especialistas em história da Roma Antiga, constata facilmente a existência de divergências entre o sistema antigo e o atual, referindo-se ao aspecto dos algarismos e das regras usadas para a escritura dos numerais.

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Nota-se, pela tabela, que a partir do número 500, os algarismos eram completamente distintos dos que são empregados no sistema romano-moderno. O uso do M para representar o numeral 1000 era desconhecido, e algo apenas semelhante à letra D representava o 500.

Outros exemplos que seriam considerados absurdos na estrutura do sistema romano moderno, como a presença dos seguintes algarismos: VIIII e IIXX para os números 9 e 18, respectivamente, eram bastante comuns na Roma Antiga.

Sistema romano-medieval

A partir da queda do Império Romano, a destruição causada por sucessivas invasões na Europa mergulha a sociedade em profundo caos e ignorância generalizada relacionada aos saberes científicos. Porém, no séc. IX, Carlos Magno cria o sistema de ensino, evocando o Renascimento Científico no séc. XII, e ressuscita a escrita e as atividades matemáticas.

dreamstimefree_5926277aAlguns poucos conhecimentos da cultura Greco-romana sobreviveram às invasões. Entre eles estavam o sistema romano e as técnicas de cálculo com o ábaco. O isolamento intelectual sofrido durante os séculos fez com que o sistema passasse por inúmeras modificações: deturpações caligráficas dos algarismos tradicionais, introdução de novos símbolos para a representação destes, e uma gama vasta de variação nas regras de escritura dos numerais. Os livros de aritmética do séc. XVI, como “O misticismo dos números de Bongo” por David Smith, ilustram a dialética.

A variedade dos algarismos na Idade Média tornou a linguagem simbólica um tanto confusa, tornando inviável a representação apropriada para esse sistema. Além dos símbolos romanos, os medievais adotavam letras minúsculas e vários outros símbolos somente encontrados no período medieval.

Sistema romano-moderno

O surgimento da imprensa possibilita uma padronização no sistema de numeração romano. Esse procedimento dura até os dias de hoje.